sexta-feira, 26 de setembro de 2008



Firme e forte, em uma mistura de felicidade, de saudade, de esperança, de animação...
A sensação é que resta pouco, estou apenas aguardando o tiro de largada...
O pensamento vai longe e a crença é que mantém a vibração focada...

A foto acima de Marilyn Monroe foi tirada em 1962 no Hotel Bel Air, em Los Angeles. Hoje, 46 anos depois, o autor da foto pede R$ 1 milhão pela obra. 46 anos depois...como pode...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Nem mesmo o tempo


Há meses que parecem anos, semanas que parecem meses, dias que parecem anos.

Há minutos que permanecem pra sempre, horas que duram uma vida, segundos que são eternos.

Há toques que não se apagam, olhares que não se perdem, cheiros que não se esquecem e pessoas que, nem mesmo o tempo, desaparece.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Tudo a seu tempo e seguindo seu curso, sei que a regra é válida e evidente, assim como a Justiça, que pode tardar, mas não falhar. Por outro lado, acho que sem nossa ajuda, o destino não se movimenta, o tempo não passa.

Sou daquelas que acho que para tudo existe um por que e que, por mais que a gente fuja, o que é para ser nosso, será, mas também acredito que não podemos deixar apenas acontecer, se mantendo imóveis. Acho que atitude, energia, pensamento, tudo conspira junto, a favor ou contra.

Podemos viver meses e, até, uma vida a nos enganar, mas sei que, mesmo que dure segundos, sempre nos damos conta da nossa verdade, sempre caímos em si e enxergamos, claramente, que estamos apenas nos enganando e vivendo um dia-a-dia teatral, porque no fundo, sempre sabemos a essência, o valor e o que, de fato nos importa e faz falta.

Podemos viver uma vida com muitas ligações, com contatos de diversos graus, mas aqueles com borboletas no estômago, que nos desafiam profissionalmente, que nos beneficiam com uma amizade sincera, que nos traz a sensação de liberdade, que nos faz proferir as palavras sem máscaras, que nos conhecem através de um único suspiro, essas ligações são únicas.

Pode ser que você nunca tenha a sorte de sentir um aperto na coluna, nada de frio na espinha, porque um aperto na coluna nos faz enrijecer de medo e de tesão; nos faz elouquecer de desejo e de paixão; nos faz amadurecer de amor e de desilusão; nos faz crescer de tristeza e emoção; nos faz chorar de sincronia ou separação.

Acredito em tudo isso e que no fim, nem que seja bem no fim, todas as verdades sem-pre nos são ditas; mesmo quando teimamos em não escutá-las. O meu consolo é que sei, exatamente, onde fica meu chão, onde fica meu céu.

Ando deixando de me escon-der e entregar tudo nos braços do amanhã, ando procurando, ando me mexendo, indo além, lutando, iluminando, para tornar essa minha verdade, essa minha busca, em realização, em fato.

"O verdadeiro amor nunca morre, ele apenas fica adormecido nos braços da esperança..."

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

AMIGAS


Eu cresci escutando teorias de competição entre mulheres, das famosas fofocas entre amigas, das brigas por causa de um cara qualquer, das crises de TPM que alteram os humores. Cresci em um mundo muito mais masculino, com muito mais amigos, por me identificar em certos aspectos e, também, temer essas rivalidades que tanto escutei falar.

Depois de crescida, eu percebi que esses conceitos não espelham de forma fiel a realidade, pelo menos não o meu círculo de amigas, sim, porque ter um grupo de qualidade requer, ainda, uma certa sensibilidade, humor, paciência e maturidade para saber separar o joio do trigo e entender que, uma palavra agressiva não significa um mal-querer, que uma ausência não quer dizer que não quer te ver.

Por esses e outros motivos, hoje, fico contrariada com essas lendas urbanas que insistem em colocar em dúvida o conceito de amizade entre mulheres, sim, porque se for levar ao pé da letra, apenas os homens são capazes de ter um relacionamento desta natureza e fiel, afinal, a amizade entre homem e mulher também é questionada por pessoas em sã consciência.

Pois não só defendo a amizade entre mulheres como também vou além, não só afirmo que há amizades genuínas, como também sustento que elas requerem fermento, tempo e só são dignas de total confiança quando todas as envolvidas são MULHERES, falo da mulher bem-resolvida, ciente dos erros, dos defeitos e à vontade com sua beleza, sensualidade e inteligência. Não adianta querer falar de grupos envolvendo meninas, má-índole, falta de caráter ou bom-senso, o grupo requer razão, transparência, personalidade.

Este grupo de amigas de qualidade, que eu tanto defendo, tem muito mais do que simples trocas de informações e empréstimos de roupas, porque inclui códigos secretos que somente o tempo nos faz enxergar: os olhares que dizem tudo, a compreensão por um chilique, a paciência com a TPM alheia, a força na hora de acolher a companheira que acaba de levar o fora, o respeito ao dizer não em consideração àquela que está sempre ao lado, a habilidade em aconselhar a outra a fechar a boca, o humor para lidar com alguma presepada no caminho e a disposição de gastar horas no bar para conversar sobre coisas totalmente inúteis.

Em minha trajetória, encontrei um grupo de melhores amigas, cada qual com uma particulidade que as faz as melhores para sorrir, para chorar, para suportar, para caminhar, para levantar, para brincar, para beber, para cair, para levantar!

É um grupo formado por MULHERES e acreditem AMIGAS, todas profissionais, mães, tias, filhas, esposas, amantes, chefes, ....todas encaixadas e abraçadas em minha vida, pelas loucuras, pelas surpresas, pela fidelidade, pela preocupação e pela presença que fazem toda a diferença e só me fornecem argumentos para encher a boca e dizer que desacreditar desses laços é estar muito mal-informado ou, até, muito mal-acompanhado.
Tenho pena de quando um homem, que teve a sorte de ser aceito por um grupo de amigas, se dá ao luxo de envolver mais de uma em alguma aventura romântica ou sacanagem sexual, porque neste caso ele acaba frito, devidamente assado e enterrado com os demais tocadores de banjo que tiveram a ousadia de se meter a besta e testar o valor dessa amizade.
ACREDITEM: EXISTEM AMIGAS SIM, AMIGAS, FIÉIS, ATENTAS, MALDOSAS E, QUASE SEMPRE, BASTANTE PERIGOSAS!!!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Mulher Durona x Sexo frágil


Sou adepta, em parte, de que a mulher de hoje não é só cobrada, mas também gosta de fazer o tipo durona, mesmo que isso comprometa sua saúde mental. Acredito que nós mesmas nos cobramos em ser aquela mulher que lava (manda lavar), passa (manda a empregada passar), fica linda (as custas de salão no único horário livre), fica magra (porque vive seguindo uma dieta de fome), é amante (porque todo mundo gosta de sexo), é mulher com M maiúsculo (que impõe seu ponto de vista porque, do contrário, o fulano monta em cima), é profissional (porque além de ter competência, tem de provar, diariamente, que não deixa nada a desejar se comparada ao sexo masculino), é mãe (porque tem que verificar a lição de casa e ir na reunião dos filhos), é motorista (pois leva, pega, traz, todos os indivíduos e serviços que sua demanda exige). Essa correria e exigência que nós mesmas nos cobramos, tem um "quê" de charme ao fim do dia quando escutamos um elogio, tem uma pinta bacana quando o chefe reconhece as habilidades, tem uma natureza instigante quando nosso companheiro ou pais nos admiram com orgulho, mas a que preço?
Porque além de fazer tudo isso, ainda temos de encontrar um equilíbrio, saber parar e descer do trem antes que ele descarrile. Temos que dar uma parada para lembrar-nos de que, por trás de toda essa linha dura, existe uma alma feminina, ao estilo antigo. Temos de pedir ao moço da vez para abrir uma lata porque não conseguimos, para trocar o pneu porque não levamos jeito para a coisa, para fazer a declaração do imposto porque odiamos números ou, até, para ele ler o mapa porque não temos nenhuma bússola (mesmo que todas essas alternativas sejam enganosas).
Queríamos direitos iguais e conseguimos.
Queremos ir pra cama com alguém, então vamos a luta. O preservativo eu mesma carrego na bolsa.
Queremos ir viajar sozinha pelo mundo, então sumimos na estrada. A carona eu mesma peço.
Queremos filhos para a nossa vida, então arranjamos um esperma. Da educação, eu mesma cuido.
Me pergunto se somos mesmo e ainda o sexo frágil, porque nos cobramos tanto, que moldamos um modelo difícil de carregar e o pior, manter. Ás vezes me pego pedindo - intimamente - um break, mas toda esta pinta de mulher durona que caprichei para desempenhar realmente colou, todo mundo acreditou e, agora, não dá mais tempo pra voltar atrás e explicar que "as coisas não são bem assim". Todo este estilo independente, bem-resolvido e do tipo que prefere ignorar o passado funcionou e, agora, fica complicado de explicar que a resposta pra tudo isso é medo.
Sei de todas essas verdades porque tenho amigas, enxergo esta realidade dia-a-dia porque faço parte deste nicho, mas, no fim, acaba tudo voltando a este modo, ao modo durona, porque a verdade, de verdade, é que ninguém mais tem forças para dar a cara a tapa e mostrar que de durona fica só o "molde", a "face". Somos todas sexo frágeis, endurecidas pelas agruras da vida e fechadas demais para voltar atrás e recobrar aquela fragilidade adocicada de sexo frágil que nos dá a esperança por um sentido ou uma pessoa durante e por toda a vida..."