terça-feira, 15 de setembro de 2009


Esta canção é mais uma vez pra você.
É pra te dizer o quanto penso em você.
Eu sei que fico aqui falando coisas que não tem mais o por quê.
Mas a saudade insiste em me lembrar momentos que o tempo não consegue esquecer.

Esta canção é mais uma vez pra você.
É só uma escapada tímida pra te relembrar.
Eu sei que este meu sentimento talvez nem tenha mais nada a ver.
Mas meu coração ainda bate por você, mesmo sem querer.

Esta canção é mais uma vez pra você.
É um motivo a mais pra te sussurrar, que ainda sinto sua falta em cada respirar.
Eu sei que é um jeito meu todo exagerado de lhe falar.
Mas amor, deste jeito, você ainda vai me matar.


(Minha autoria, mas baseado em música de Paulo Santana: "Lua do meu viver", saudades de suas composições viu!!!)


Quem não se lembra dele, Patrick Swayse, ali, lindo, dançando e encantando o mundo todo em Dirty Dancing?! Plagiando sua fala em Ghost: "É incrível, você morre, mas o amor que você sente você leva contigo". Neste caso, é ele quem vai deixar saudades!!!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Perfeição

Dizem que existe par perfeito, não sei bem o que chamam ou definem como perfeição.
Eu enxergo perfeição como uma maneira toda única que cada ser humano tem de agir diante de uma oportunidade da vida.
Acho perfeito, por exemplo, quando ele me olha de mansinho pedindo carinho.
Pra mim, a perfeição está no momento em que me pego avoada e meio lesada e, ao me encolher no cantinho , ele vem correndo me encher de beijinhos.
Par perfeito pra mim não é aquele que pensa igual e tem os mesmos trejeitos, nem aquele que segue meu oposto e em um lado contrário. Par perfeito pra mim se encaixa mais com a capacidade de sentir. Seja de um modo rústico ou passional.
Acho perfeito quando a gente se deixa levar, pouco se lixando se existe alguém a espiar. Pra mim, a graça da perfeição está em toda a imperfeição de um encontro, independentemente se no futuro possa ou não existir um desencontro.
Eu tenho um ponto de vista peculiar de um par perfeito e está longe de um príncipe encantado vindo buscar uma moça vestida de véu e grinalda. Pra mim, o par bacana é aquele que me descabela, mesmo com cada fio de cabelo no lugar. Perfeição está na capacidade de sentir emoção, de se jogar, de se aventurar, sem ter medo de, de repente, a história esfriar.
Dizem que cada um tem a metade da laranja e apenas um grande amor pra vida toda. Eu acredito em várias formas de amar, pois nem sempre a perfeição é encontrada em um grande amor. Ás vezes por questão de fuso horário, ás vezes pela dificuldade de se deixar levar. É por isso que é preciso saber e querer amar, sem ter de ser, necessariamente e, somente, com o grande amor.
Por isso a perfeição se encontra nas coisas simples da vida. Está no jeito que ela se mata de rir, está no jeito que ele te abraça, está no jeito que ela dorme, está no jeito que ele acorda.
Perfeição é a capacidade de sentir, de se ter pele, de dar chance a química. De tornar algo em único, tornar algo eterno.
O par perfeito é aquele que quando se fecha os olhos se sorri de alegria por ter acontecido e se suspira de saudades por ter acabado.
Acho perfeito quando me deito e, nos meus sonhos, me encontro vivenciando acontecimentos em que não importava nada além de nós dois. Acontecimentos que, de fato, eu vivi. Não era a história de alguém, mas a minha história.
Perfeição é isso, é se dar chance de encontrar o par perfeito em cada situação, sem temer nenhuma decepção e nem criar expectativas. Por isso existo, por isso acredito, por isso vivo, por isso AMO!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

É amor quando...

é amor quando vc não se importa de acordar com ele do lado e o beija mesmo ele estando com mau hálito.
é amor quando ele peida e você continua querendo ele mesmo assim

é amor quando ela chega cansada, sem maquiagem e descabelada e, mesmo assim, você a acha linda
é amor quando ela menstrua, incha e está de TPM e, ainda assim, você quer ficar com ela.

é amor quando você fica brava, se irrita, mas não consegue ficar sem aquela pessoa
é amor quando você, no ato, sabe que não se trata apenas de sexo
é amor quando você quer que aquela pessoa seja feliz, mesmo que isso signifique que ela não fique com você

é amor quando não há frio na barriga, quando não há exagero, quando não há cegueira, quando não há máscaras. Porque o amor não é paixão, porque o amor não é efêmero. O amor nos permite amar aquela pessoa, estando ele acima ou abaixo do peso.


O amor abraça os defeitos e as qualidades. O amor compartilha. O amor é companheiro.

Ama aquele que durante a relação adora, se apaixona, odeia, se irrita, respeita, briga.
Ama aquele que escuta, fala, se cala, chora, grita, ri e descabela.
Ama aquele que tem coragem de encarar e abraçar uma pessoa por inteiro, sem querer modificá-la ou adequá-la às suas necessidades.

Porque o amor é assim, ele acontece. Acontece não porque você está linda, magra e maquiada. Ou porque ele é rico, cheiroso e afetuoso.


O amor acontece quando menos se espera, por quem menos se imagina e da forma menos possível.
Por que o amor é assim, inexplicável...

terça-feira, 14 de julho de 2009

Diário de uma mudança


Me faltam páginas no diário. Justo eu que sempre fazia questão de documentar tudo. Notei isso outro dia, quando senti falta de mim mesma. Fui resgatar uns pedacinhos meus que se espalharam ao longo dos anos naquelas velhas páginas.
Encontrei um capítulo do diário em que me descobri moleca. Camiseta longa, bermuda de lycra, tênis sujo e um rabo de cavalo. Ao meu lado estavam poucas caras que me acompanham hoje em dia. Eu vivia com minha bicicleta vermelha, toda suada, com camiseta rasgada e joelho ralado das infinitas brincadeiras. No rosto, carregava um sorriso de quem estava sempre aprontando. No coração, sonhava com amores platônicos com membros do Menudo e, a realidade mais próxima de namorado, era a que eu sentia por ídolos como Michael J. Fox., estrelando “ De volta para o futuro”.
Continuei folheando meu velho confessionário e redescobri minha porção surfista. Quando acordar às 5 horas da manhã para pegar onda na ponta da praia, nada mais era do que uma desculpa para ficar fora de casa, sozinha e com a galera. Nesta época eu não ligava se estava andando com bunda de fora, se me olhavam, se eu tinha o peso certo ou se meu cabelo ficaria ressecado. Meus namoros eram por meio de cartas escritas em papel. Minha neura se resumia a conseguir notas escolares. Meu pesadelo era a chegada do boletim.
Me peguei enxugando uma lágrima e respirando fundo pra resgatar o fôlego, pois em meio aos meus pedaços descritos naquele antigo diário , eu revi alguns rostos que se perderam no tempo. Naquela época, eu jamais imaginaria que sentiria saudades do cheiro do cigarro da minha avó, do som da velha banda marcial tocando e dos passeios no banco de trás do carro dos meus pais. Descobri que naquela época me faltava malícia, me faltava responsabilidade, me faltava maturidade, me faltava experiência. Afinal, eu era uma criança. E que delícia era ser criança....
Mudei a página do diário e encontrei embalagens de balas recebidas por correio elegante, depoimentos escritos por um colega de sala e lamentações devido ao castigo que ganhei no fim de semana. Eu não sabia que aqueles não seriam meus amores, aqueles não seriam meus amigos e que teria milhares de fins de semana. Descobri que naqueles anos eu ainda acreditava em tudo e em todos, que bastava eu precisar de um agasalho novo e ele aparecia, que uma briga na escola não durava mais do que dois dias.
Engoli em seco meu choro, pois naquelas páginas constava um relato da minha vida. Minha transformação estava retratada nas páginas e a mudança era nítida.
Aquele sorriso moleque; sincero; meio bobo; exagerado e com aparelhos nos dentes, deu lugar a um mais contido e para poucos. Aquele olhar travesso; intenso; brilhante; curioso; honesto e profundo, foi substituído por um mais sério; opaco; desconfiado e preocupado. Aquele vestuário despojado; desinteressante; simples e confortável; virou ferramenta para que eu venda a imagem de mim mesma no dia-a-dia. Aquela cabeça onde cabiam sempre travessuras; aventuras; estripulias e brincadeiras de esconde esconde; agora acolhem preocupações; contas; consultas ao médico; horários e “cabelos brancos”. Aquele coração ingênuo; puro, esperançoso; confiante e romântico, transformou-se em pedra bruta, cansado de apanhar e desiludido demais para acreditar.
Fui reler meu diário buscando temperos, inspirações, motivos para me redescobrir, para me reconstruir. Adicionei a mim, uma nova receita com meus velhos ingredientes. Colhi uma pitada da menina sapeca para meus dias de aventura; uma colher da criança ativa e inocente para os momentos confusos; uma xícara da adolescente apaixonada e romântica para minhas noites quentes; meio copo da expectativa e simplicidade da colegial divertida e segura para minhas reuniões exaustivas. Juntei todos estes ingredientes aos que consegui ao longo da vida e mexi.
Após ler meu diário e planejar a minha nova receita, percebi que as páginas que faltavam não faziam mais falta. Estava pronta para escrever outros capítulos. Lembrando o que era bom e agradecendo por ter superado o que era ruim, sorrindo para o que resgatei de melhor e tranqüila por ter superado o que ocorreu de pior.
Fechei as páginas antigas para iniciar uma história nova. Desta vez sem esquecer os bilhetes, os rostos, os cheiros, as brincadeiras e a delícia dos riscos.
Notei isso quando me vi como uma equilibrista entre o antes e o depois. Carregando no rosto as rugas da idade junto à travessura de menina. Escondendo no peito o coração rachado, mas pronto para amar de novo. Desfilando com o salto de mulher vivida, sem esquecer do rabo de cavalo que mais parece aquela criança que estava esquecida.
No olhar ficou o brilho, no coração a saudades, na cabeça o aprendizado. Para quem me vê sou a mesma, para quem me conhece sou um futuro...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Razão x Emoção



Você planejou tudo.
Pensou e repensou seu discurso milhões de vezes.
Está decidido, você não quer mais ficar com ele.
Tudo foi agendado de forma que a situação fique menos complicada do que já é.

Ok, chega a hora marcada e você está ali, impassível aguardando ele chegar para lhe dizer que vai embora.
A porta abre e ele surge todo sorridente, saltitante, com um humor contagiante.
Seu chefe lhe deu uma promoção e com o salário dobrado ele já planejou te levar para aquele passeio que há tempos ambos sonhavam.
Ele te abraça, te beija e todo aquele seu plano vai por água a baixo.

Você já está entorpecida pelo cheiro.
Embriagada pelo beijo.
Cega pelo tesão.
Aonde foram parar todos aqueles planejamentos?

Você sabe que não quer mais manter aquele caso.
Decidiu que não pretende mais ser a outra e que seus lençóis não serão mais divididos com aquela pessoa.
Você revisa todas as suas palavras com cuidado e treina para que não haja sentimentalismo.

Chega o momento aguardado e ele surge ali, lindo.
Com a camisa que você deu e o perfume que você gosta.
Lá se vai sua razão.
Afinal você pensa, “isso pode ficar para depois”.
Mas quem disse que depois daquela noite você consegue dizer adeus?

As palavras deram lugar aos fatos.
A emoção dominou qualquer sinal que o cérebro poderia emitir de razão.
A pele ganhou a partida por placar disparado.

A desculpa para isso, é que a carne é fraca ou que estamos, momentaneamente, carentes.
Que atire a primeira pedra quem nunca passou por isso.
Que ensine a cartilha, quem já superou tudo isso.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Procuro sempre olhar por onde piso, mas me distraio com os cenários ao lado.Foco em um objetivo, mas me atrapalho com os obstáculos do caminho.Não desisto facilmente, mas as lombadas, de tão insistentes, acabam com meu motor.Eu costumo retornar rápido a estrada e no sentido certo, mas ainda sou surpreendida pelos sinais vermelhos.Chego a insistir em algumas metas, mas ando me cansando de dar murro em ponta de faca.