quinta-feira, 21 de maio de 2009



Eu odeio TPM, do fundo de todo meu coração. Textos como o abaixo, retratam, claramente, o estado que eu fico quando meus hormônios estão em ebulição. Ou eu choro demais, ou tenho cólicas demais, ou sou grossa demais, ou melancólica demais. É tudo demais. Quem lê o texto abaixo imagina que estou depressiva, revoltada e sou uma mal-amada. Inclusive eu mesma quando reli o que postei há alguns dias! ODEIO ISSO!

Não acho ruim ficarmos descontroladas em certas ocasiões, vejam bem, DETERMINADAS OCASIÕES. O problema é que, neste caso, não é nada agradável. Só quem tem esta TPM sabe. Tenho dó de quem está ao meu lado. A salvação é que entende e acaba tirando uma piada da história e se contenta com a casquinha pós-TPM. Sim, porque depois de tantos "demais", a gente precisa se redimir....rs

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Tem fases que a gente se sente como na foto acima. Caída, diminuída, carente, esquecida, sozinha. O mundo pode olhar para você, a torcida do Corinthians pode te elogiar, o bloco inteiro pode cair aos seus pés, que, nem assim a sensação de abandono desaparece. O pior é quando você descobre que nenhuma bebida, balada, filme, peça ou um beijo na boca qualquer podem fazer com que você se sinta melhor. A graça nisso tudo acabou e aquela febre de novidade se encerrou.
Dizem que tudo tem prazo de validade, mas será que para estas fases a data final não pode ser adiantada? Até lá a gente se perfuma, se maquia, veste a roupa mais bonita, o sorriso mais contagiante e finge que nada está acontecendo, na esperança de que a constatação da solidão se esconda por meio de algum plano racional, prático e que tome todo nosso tempo, afim de que não reste nenhum segundo para pensar, enxergar, avaliar o que se esconde por trás de nossa fantasia!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Uma amiga minha (Glenda) me chamou a atenção para uma passeata que ocorrerá no dia 17 em sampa e dia 15 no Rio. A passeata das solteiras que estão em busca de um namorado. Vou reproduzir as palavras dela, pois espelham de forma fiel meu pensamento.

"Caros amigos e amigas. Não pude deixar de comentar sobre essa passeata que na minha opinião é ridicula. Até parece que nós mulheres não sabemos viver sem namorado. SABEMOS SIM, E VIVEMOS BEM, MUITO BEM POR SINAL!!!
Claro que é otimo ter um cobertor de orelha, mas entrar em desespero por causa do dia dos namorados??? Tenho visto porai mulheres chegando aos trinta e entrando em desespero pra arrumar um namorado, e eu insisto em dizer, arrumar um namorado sim, mas se desesperar por q o cara q vc ficou não te ligou ou te ignorou depois de uma noite é demais!!!
Chegamos ao ponto da igualdade com eles e devemos encarar a ficada como um simples encontro de prazer se for o caso. Não espere q ele ligue nem espere q ele volte a ficar com vc... Se vc tem vontade de entrar em contato entre, vcs podem ser amigos, pq naum??
O problema é qdo ELES SEMPRE ACHAM Q A GENTE TAH ATRAS DE NAMORADO, e isso me irrita, so pq ligamos ou entramos em contato eles acham q queremos compromisso, nem sempre eh assim, pelo menos naum comigo... gosto de fazer amigos e é isso q eu prezo, sempre tive otimo relacionamento com meus ficantes, e é assim que todos deveriam encarar o relacionamento moderno..
Todos podemos ser felizes, desespera-se, jamais. Por experiencia propria, desespero só leva a gente à escolhas erradas!!!
Menias, se querem ligar liguem, mas se tbem não houver retorno, A FILA ANDA!! Não entrem em desespero pois um cara ou outro não quer nada com nada, pense o qto vc curtiu aquele momento e só!
Meninos, nós podemos ser suas amigas, mesmo que não queiram mais nada intimo conosco, sejam cordiais, nem toda mulher está atrás de um relacionamento ou compromisso!!!
Meninas e meninos.. vão ser felizes mesmo q seja por uma noite!!!

SIMPLESMENTE PERFEITO, MESMO PORQUE, ANTES SÓ, DO QUE MAL ACOMPANHADA!!!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

“Não é nada pessoal, mas...”







Apesar de corriqueira e de existirem diversos casos, de diversas proporções e em diversas partes do corpo, o câncer sempre nos assusta. É um diagnóstico cruel, que carrega consigo o peso da radioterapia, o temor da quimioterapia, o horror da fragilidade a que ficamos expostos. Perde-se peso, pêlos, cabelos, saúde. Ganham-se olheiras, careca, uma cor amarelada e a incerteza de que o tratamento poderá resultar em cura. Tudo isso já causa, por si só, um vazio no estômago, um certo pavor e crueldade. Some a todas estas sensações, desde o momento em que é dado o diagnóstico, uma exposição pública.
Me refiro a exposição pública tomando como exemplo nossa cara ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Apontada como a pré-candidata á presidência da república pelo PT, ela deu uma sapecada na aparência e coloriu seu armário, tirando aquele aspecto rígido que insistia em manter. Em um exame de rotina, foi surpreendida pela doença e, simultaneamente, teve de encarar em todos os veículos de comunicação do País, uma terrível pergunta: Qual seria o melhor nome para substituí-la na chapa petista para a corrida presidencial?!
A preocupação no governo federal seria se a capacidade de trabalho de Dilma (tida como extremamente exigente e detalhista) seria abalada pelos efeitos da quimioterapia. Como você enxergaria uma notícia que insinuaria que a manutenção de sua candidatura seria “simbólica e lisonjeira”?
Não sou petista, estou longe de integrar o fã clube da chamada “dama de ferro” e nem costumo entrar em discussões políticas, mas diante de um cenário deste não consigo me calar. Não se trata apenas de uma mera doença. Trata-se de um fato perturbador a qualquer ser humano, de qualquer faixa etária e classe. O efeito da doença não é paralisado ou amenizado se o paciente tiver mais ou menos dinheiro. A conta no banco não faz parte do diagnóstico e genética não conta para saber se o câncer é mais fulminante ou ainda pode ter cura.
Imaginem se seus pais, ao descobrirem que você tem câncer, sugerissem um novo nome para o novo bebê que precisam planejar já que existe a possibilidade de você não sobreviver? Imaginem se seu chefe questionasse, em público, sua capacidade de trabalho apenas por você ter de tratar de uma doença grave? Imaginem se seu namorado optasse por um novo candidato ao seu coração, já que os efeitos da quimioterapia podem acabar com seu visual?
Pois é, são estas as possibilidades que eu imagino quando vejo notícias em relação à candidatura e capacidade de Dilma Roussef.
Neste cenário, fica claro que se trata de política, de interesse, de praticidade.
Bem naquela linha de que “não é nada pessoal, mas você já não serve mais” .
Em resumo, diria, no mínimo, lamentável...

terça-feira, 5 de maio de 2009

Os Melhores do Mundo

A companhia "os Melhores do Mundo", já abalou bangu com a história de Joseph Clim, agora continua emanando gargalhadas com o espetáculo "Hermando teu na Terra de Godá". Simplesmente hilário! Perfeito, investimento certo com retorno garantido!!!

pele

Era pra ser apenas uma cervejada qualquer. Amigos reunidos, copos cheios e música alta. O papo rolava solto e, de repente, senti meu corpo arrepiar. Não sabia dizer se era sua barba por fazer ou sua pele suada. Naquele momento, sabia apenas que queria você. Daquele modo rústico. Naquele lugar. Naquela hora.

Enquanto observava sua gargalhada contagiante, imaginava nossos corpos nus. Enquanto você contava piadas, eu sonhava com sua respiração ofegante. Me sentia molhada, vibrando por dentro, enquanto você nem notava. Serviram mais cervejas, as músicas deixaram o clima mais quente, você até chegou a trocar olhares, mas se esquivou diante de inúmeras investidas.

Fui embora alterada pelo álcool e pela voracidade de sentimentos. Era pura pele, uma química explosiva, pela qual mal posso esperar...

Marcas do que se foi

Eu não sinto mais seu perfume no ar. Esqueci os traços de seu rosto e o tom de sua voz. Não há mais fotos, objetos e histórias em comum. As lembranças me parecem ser de outra pessoa, de outro tempo. Não consigo me lembrar de sua forma, de seu jeito, de você. Os poucos momentos em que bate a saudades, parece mais uma nostalgia por um personagem de uma novela qualquer. Não existe mais um lugar nosso, uma música marcante ou uma viagem única. Tudo faz parte de um passado. Um passado que mesmo eu me forçando, não consigo mais reviver, não consigo mais lembrar. São apenas flashes de um filminho em preto e branco, sem rostos, sem continuações, sem trilha sonora...